sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pensamento ou Sonho?



Pensar é como falar, só que em voz muda. É quando um conjunto de sentidos se reúne dentro da gente falando para nós mesmos o que por vezes não conseguimos dizer verbalmente, ora por medo de sermos ouvidos, ora por achar nossos pensamentos íntimos demais.
Pensamento é lembrança, é sonho, é vontade e pode ser desejo. De repente pode tornar-se ato, fato consumado. Ele dá o poder para o homem refletir, planejar e de agir sob pontos de vida individuais ou coletivos. A partir desse momento deixa de ser pensamento e torna-se ação, práxis!
Segundo Descartes, a essência do homem é pensar. Se analisarmos essa afirmação, chegaremos a conclusão de que nada é feito sem um pensamento prévio, já que o homem em si é pensamento, nada lhe chega antes disso, ou seja, nada do que lhe acontece de dentro para fora vem antes dele querer. Mas de que tipo de pensamento estou querendo expressar. “Penso, logo existo”?
É o pensamento idéias, aquele que inspira sentimentos estimuladores de planos, aqueles que querem sair da gente para fazer parte da realidade que nos cerca, daquele tipo que quer ganhar corpo, vida. Estou eu falando de sonho?
Sonho e pensamento estão laçados por uma mesma fita. O elo que há entre os dois tem um nome de guerra: QUERER. Um quer por necessidade de se tê-lo e de que é preciso acontecer pra fazer valer a vida, também pela convenção quando diz que para estarmos vivos é preciso ter sonhos. O outro vive porque no nosso consciente pensar é estar ligado com nós mesmos, dentro do universo que construímos para habitá-lo, dando-lhe forma, vez.
Pensar, sonhar, querer, estes verbos unidos são um processo um tanto comum na vida de algumas pessoas, porém há momentos de quebra, descompasso ou mesmo não se segue essa linearidade. Existe linearidade? De onde devemos partir? Onde está o modo correto de QUERER?
Seguir etapas de raciocínio, da lógica pode ser um grande aliado pros nossos sonhos e pensamentos. Muitas vezes apenas se quer, sem reflexões, planejamentos, a vontade é mais forte que o cuidado, o prévio julgamento comum das coisas.
Sendo assim, a tendência é o desencontro, o susto inesperado, o incomum.
Com isso, o início vai justificar o fim, sem meio.






Leide Franco.

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